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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

TTIP e a Soberania Alimentar

No passado dia 13 de Novembro decorreu a  II Oficina de Formação do Projeto Banco de Tempo e Comércio Justo: Reforçando Outras Economias,onde foi abordado,  a Combinação Impossível entre a Soberania Alimentar , Direito à Alimentação e  TTIP (Transatlantic Trade and Investment Partnership).
Fica a partilha das notícias  publicadas no site do Banco de Tempo  http://www.bancodetempo.net/pt/Noticia/35 e o artigo  redigido por Jorge Matos, membro do Banco de Tempo da Quarteira, no Planetalgarve


terça-feira, 23 de junho de 2015

Encontro Internacional do Banco de Tempo

O encontro realizou-se em S.João da Madeira e Sta Maria da Feira e foi lindo
com um  tema sempre adequado à reflexão -Igualdade e Cidadania, visitas muito interessantes 
com partilha de amizade,alegria e poesia!

Sede do Banco de Tempo da Feira
Castelo de Sta Maria da Feira
PicNic e Poesia no Banco de Tempo da Feira

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Comércio Justo um dia não chega

Cada ano, no segundo sábado de maio, celebra-se o Dia Mundial do Comércio Justo,uma ocasião para dar visibilidade a esta alternativa através da organização de palestras e debates, da difusão de documentários, da realização de exposições, que trazem junto do grande público informações que permitem perceber melhor a injustiça no comércio internacional e o poder dos consumidores para mudar esta realidade.
Se durante muitos anos o Comércio Justo que se exprimia neste dia mundial só apoiava os produtores e produtoras nos países menos desenvolvidos, essencialmente na Ásia,África e América Latina, vimos aparecer mais recentemente novos discursos, novas práticas, outros atores, que defendem que a geografia das injustiças nas relações comerciais é mais complexa do que a separação entre países mais ricos e mais pobres, e que nos países desenvolvidos, também, os pequenos produtores estão cada vez mais marginalizados pelos atores dominantes da economia de mercado.
Uma exploração agrícola tradicional desaparece a cada 3 minutos na Europa, em beneficio da produção de grande escala e da agro-industria, anunciando a morte programada da agricultura camponesa e familiar, esta mesma que a Organização das Nações Unidas para a Alimentação reconhece como sendo a mais apta a alimentar o mundo de maneira saudável e equilibrada, a preservar o meio ambiente, os recursos e a biodiversidade e a estimular uma economia local ao serviço das pessoas e das comunidades rurais.
Este Comércio Justo com uma visão mais ampla e global, não circunscrito a uma estrita relação entre países ricos e pobres, assenta na defesa de uma ideia promovida pelos movimentos camponeses mundiais como a Via Campesina: a Soberania Alimentar, ou seja, o direito dos povos a escolherem livremente os seus sistemas de produção agrícola e alimentares, em beneficio das pessoas e do meio ambiente, em beneficio de um futuro sustentável e justo.
O que que podemos fazer para inverter esta terrível tendência que permite que 900 milhões de pessoas ainda sofram de fome, que estejamos tão perto de um desastre ambiental irreversível, que uma camponesa, seja no Sul ou no Norte do mundo, não possa viver dignamente do seu trabalho..? Podemos sentir-nos impotentes perante tal retrato, em grande parte porque a economia de mercado conseguiu fazer de nós meros consumidores passivos, em detrimento da nossa cidadania. A re-apropriação do nosso poder de compra pode, no entanto, contribuir para transformar esta realidade, se formos atentos às alternativas ao nosso alcance: circuitos curtos (os já famosos cabazes vendidos diretamente pelos produtores, por ex.), lojas ou restaurantes de produtos locais, lojas de Comércio Justo podem ser vias de intervenção através do nosso consumo. Mas é também importante não abdicar do nosso papel cidadão e, pela nossa participação, fazer de modo a que as políticas públicas possam consolidar estas alternativas. Para isso, é fundamental que nos mantenhamos informados, que percebamos o que está em jogo nas discussões políticas, a nível local, nacional, europeu...
E se começássemos por tentar entender o que é o Transatlantic Trade and Investment Partnership – TTIP, um acordo que está a ser negociado de maneira muito opaca e que pode seriamente hipotecar o nosso futuro coletivo?
4 de Maio 2015
CIDAC/Stéphane Laurent

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Reforçando outras Economias-Oficina na casa do Graal na Golegã


No âmbito do projecto “Banco de Tempo e Comércio Justo: Reforçando Outras Economias” ,foi realizada uma oficina de formação , em parceria CIDAC e Banco de Tempo,  nos dias  27  e 28 de Abril na Casa do Graal na Golegã.

Foram aprofundadas as temáticas do Comércio Justo e do Consumo Responsável e pensadas  estratégias para  a sensibilização dos membros do Banco de Tempo e suas comunidades, sobre estes temas .

Como no dia 9 de Maio,se comemora o Dia Mundial do Comércio Justo, foram  também  planeadas algumas iniciativas de Comemoração dessa data,  que se devem realizar durante o mês de maio, em diversas localidades do país.




quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Belivro-Viver de trocas!

No recente encontro Nacional do Banco de Tempo no Outono,além do Balanço de momento actual e do ponto da Situação da parceria Banco de Tempo Comércio Justo:Reforçando outras economias, ainda  fomos presenteados com a participação da Andresa Salgueiro autora do Belivro -Ler e Ser 111% feliz.
As  suas histórias contadas na 1ª pessoa e a  partilha da sua experiência de Viver  durante 1 ano 11 dias e 1 minuto com 1111 euros e muitas Trocas,são muito belivadoras para continuar a sonhar com um mundo mais justo, feliz, solidário e humano.
Durante a sua apresentação foram trocados 11 livros  por diversos produtos que alguns membros já traziam para troca e muitos abraços e sorrisos como agradecimento desta mensagem tão inspiradora.
A sua palestra neste encontro para  falar do seu projecto Believe e da forma como a sua passagem pelo  Banco de Tempo também foi uma inspiração , leva-nos a Belivar!E para quem não tem a oportunidade de obter o Belivro, fica o convite para visitar o seu blog:vivoatroca.blogspot.pt
                                                                 
                                                                      



                                                                           


sábado, 11 de outubro de 2014

Banco de Tempo - Agências

Ao longo de mais de uma década do Banco de Tempo em Portugal, o conceito tem tido adesão de quase 2000 membros em diversas agência de norte a sul do país e nas ilhas do Funchal e Açores,com a seguinte distribuição.
Agências do Banco de Tempo

Na página do Banco de Tempo Central  www.bancodetempo.net  pode encontrar a listagem das 28 Agências a funcionar em Portugal com os respectivos contactos  e ainda  a informação necessária sobre como abrir uma Agência.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Trocar Noticias

Trocar Noticias é o nome da newsletter do Banco Central/GRAAL e acaba de sair a nº18 do 1º semestre de 2014,que podem consultar no endereço www.bancodetempo.net/pt/Newsletter/ e da qual escolhi partilhar a  seguinte noticia:

 PROJETO BANCO DE TEMPO ATIVO
É bastante positivo o balanço que fazemos destes meses iniciais de 2014 no que se refere ao projeto “Banco de Tempo Ativo: Reforçando Redes Sociais Comunitárias”, desenvolvido em parceria com o Centro de Estudos para a Intervenção Social(CESIS) e financiado pelo programa Cidadania Ativa, através do Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu 2009-2014 — EEAGRANTS, gerido pela Gulbenkian.
Realizaram-se várias atividades que reforçam o movimento do Banco de Tempo em Portugal:
Criou-se um novo portal do Banco de Tempo e páginas em duas redes sociais: twitter e facebook, ampliando-se a visibilidade do conceito e das dinâmicas do Banco de Tempo, em Portugal.
Foi também importante a criação da plataforma para a gestão de informação do Banco de Tempo que está a ser utilizada por 13 Agências do Banco de Tempo.
Foi elaborado um manual de apoio à utilização e realizaram-se 3 ações de formação para a utilização da nova ferramenta de gestão.
Estas ações realizaram-se, em Quarteira (dezembro), Lisboa (janeiro) e em Coimbra (fevereiro), contaram com a participação de membros de equipas dinamizadoras do Banco de Tempo e de organizações interessadas em abrir novas agências do Banco de Tempo.
Ainda no domínio da formação, realizou-se uma ação sobre comunicação, intitulada “A Relação do Banco de Tempo com os media”. Teve lugar no âmbito do Encontro Nacional do Banco de Tempo, no 9 de maio em Évora. Foi avaliada de forma muito positiva a temática foi considerada muito pertinente para o trabalho das Agências.
É igualmente de destacar o trabalho de aperfeiçoamento dos instrumentos de avaliação do funcionamento da rede Banco de Tempo para o qual muito contribuiu o CESIS, entidade parceira do Graal neste projeto.
Em curso está a elaboração de uma publicação sobre práticas bem-sucedidas no Banco de Tempo,da qual daremos notícia na próxima edição do Trocar Notícias.

Parabéns ao Graal por mais um projeto que reforça o movimento do Banco de Tempo em Portugal e vamos esperar que o nosso BdT Oeste  possa ser mais um contributo positivo e inovador no reforço desta  rede!

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Banco de Tempo e Comércio Justo


O Banco de Tempo, na Europa começou por aparecer em Itália ,em 1995, depois em Espanha,em 1998 e foi de Barcelona ,que em 2000, o Graal trouxe o Banco de Tempo para Portugal.
A partir daí tem divulgado o projecto e criando oportunidades de encontro e formação das equipas para a criação de novos Bancos de Tempo.
O Comércio Justo , é um movimento internacional criado nos anos 60 na Holanda,promovendo uma cadeia comercial,do produtor ao consumidor,excluindo intermediários desnecessários,construindo práticas comerciais mais justas e coerentes.
O CIDAC (Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amilcar Cabral), introduziu  em Portugal em 1998, o conceito de Comércio Justo e continua a trabalhar na sua difusão ,intervindo nas áreas da sensibilização e formação sobre o Comércio Justo e o Consumo Responsável e dinamiza uma Loja de Comércio Justo.
O Graal e o CIDAC,reconhecendo a necessidade e a urgência de contribuir para uma consciência crítica do modelo socioeconómico dominante e para a adopção  de práticas alternativas, propuseram juntar as suas experiências, conhecimentos e energias, às dos Bancos de Tempo e avançaram com  o Projecto Banco de Tempo e Comércio Justo: Reforçando  Outras Economias.
Este projecto cria condições para que estes dois movimentos possam dialogar, convergir e reforçar-se mutuamente.
O  Banco de Tempo e o Comércio Justo: Reforçando Outras Economias, envolve os membros dos Bancos de Tempo, assim como as comunidades onde se inserem e todos são convidados a pensar  no modo como vivemos, fazendo uma análise critica dos consumos  e  procurando alternativas de produção, transformação, troca e consumo.
O modelo de desenvolvimento socioeconomico dominante produz desigualdades, injustiças e coloca em risco a sustentabilidade do planeta.



" Encontro de Sensibilização Comércio Justo e Consumo Responsável:Podemos fazer a Diferença?"
                     18 de Abril 2014,      Graal       CIDAC          Banco de Tempo

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Como surgiu este Banco de Tempo no Oeste

Sou membro do Banco de Tempo do Lumiar há vários anos e tenho tido o prazer de participar em diversas formações e encontros do Banco Central-GRAAL.Desde o inicio, que penso na abertura duma Agência no Cadaval,mas foi depois da breve passagem,mas com alguma visibilidade, no programa Portugal no Coração,a convite da Maria Teresa Branco do GRAAL,com a Daniela Serra e a  Margarida Portela coordenadora da agência, recentemente inaugurada em Sta Maria da Feira,que a ideia começou a despertar mais interesse e a  tomar forma, no âmbito do MPI-Movimento Pro informação Cidadania e Ambiente,com o apoio da sua presidente Alexandra Azevedo.
 O Banco de Tempo do Lumiar,é fruto da parceria do GRAAL com a Junta de Freguesia do Lumiar e a ACPUT-Associação Caminhando para um Todo, cuja presidente Irene Freitas e Silva é também a coordenadora do Banco de Tempo.
O primeiro desafio para criar um Banco de Tempo na região Oeste, já tinha surgido em 2009, num encontro do Grupo de Permacultura do Oeste, na Areia Branca.Uma Agência um pouco diferente, com preocupações Ambientais seguindo os princípios da Permacultura,e com uma aposta clara na Sustentabilidade não só ambiental mas também económica e social. Na altura, até disponibilizei um terreno no Cadaval, para funcionar como Laboratório de Permacultura, porque cuidar da Terra,cuidar das Pessoas e trocar excedentes,são certamente princípios que gostaríamos de ter sempre presentes nesta agência.
E porque não, a troca de produtos agrícolas, produzidos sem químicos, valorizados em horas de trabalho, ou a partilha de ferramentas e utensílios agrícolas...,são aspectos a ponderar,mas sempre medidos na unidade de Tempo.
 Depois do primeiro artigo no boletim do MPI,no final de 2013, já  publicado neste blog, foi no encontro da última assembleia do MPI, em Março de 2014, que podemos dizer, que foi lançada a primeira pedra e até se verificaram as primeiras trocas de saberes.
Agora estamos na fase de angariação de novos membros e criação do grupo de apoio, para a dinamização da agência para depois passar à criação de parcerias. O problema da sede, nesta fase não se coloca, porque de imediato já existe o apoio da junta de Freguesia do Vilar do MPI e vamos apostar numa agência virtual, dada a dispersão geográfica da região e dos seus membros. Acredito que outras agências possam surgir e que este Banco de Tempo faça parte de uma verdadeira rede de infra estruturas de apoio social com preocupações ambientais a nível local, que promova o sentido de comunidade e a colaboração entre diversas gerações, numa salutar partilha de saberes.

sábado, 21 de junho de 2014

Um Banco de Tempo

Ser membro dum Banco de Tempo é muito mais do que partilhar Saberes e Serviços,é uma filosofia de vida centrada nas pessoas e na sua sabedoria. No Banco de Tempo , as trocas de Serviços não são directas.A transmissão de saberes pode ser teórica e prática,ou seja um membro X, sabe e gosta de partilhar uma matéria e oferece transmitir esse conhecimento durante 1 hora a um grupo de membros interessados nessa aprendizagem e pede em troca 1 hora, dum serviço que não sabe ou não gosta de fazer, que é oferecido por um membro Y ,que nem sequer esteve interessado na sua palestra, mas que sabe e gosta de fazer esse serviço pedido ou pode trocar pela participação noutra palestra/encontro/oficina, sobre outro tema com outro membro. A equipa coordenadora de uma agência dum Banco de Tempo, além de promover o encontro da Oferta e da Procura dos saberes,(com o arranque da plataforma informática, que está a ser desenvolvida pelo Banco Central /GRAAL, este trabalho irá ficar bastante facilitado e poderá incrementar a troca de serviços entre as diferentes agências de Banco de Tempo),também tem o trabalho de divulgar o conceito, angariar novos membros e promover parcerias com organizações públicas e privadas, com interesse territorial onde a agência opera,porque um Banco de Tempo também deve ser um projecto de Desenvolvimento Local,com mobilização de recursos e competências locais e valorização da cultura e economia local. O Banco de Tempo tem o seu “adn” na Economia da Reciprocidade e além de promover a valorização de saberes e princípios das relações de vizinhança, é também um Projecto de Gestão Inovador, onde a dimensão monetária,aparece com uma nova contabilidade do Tempo,confirmando o velho ditado “Tempo é Dinheiro”! Não perca tempo, preencha a sua ficha,e seja membro fundador do 1º Banco de Tempo do Oeste

sábado, 26 de abril de 2014

Tempo para os Outros Tempo para Nós

Todos sabemos que o Tempo é um bem precioso e finito, mas nem todos sabem que podemos pôr o nosso Tempo a render! Imagine que cada segundo vale um euro, e assim todos os dias depositam na sua conta 86400€,mas essa conta salda todas as noites, o que não gasta perde… por isso tem de transformar cada segundo em algo proveitoso! Cada dia lhe fazem um novo depósito mas como não acumula saldo, deve viver cada dia com esse saldo e se possível rentabilizá-lo. No Banco de Tempo dá uma hora e recebe outra hora…é do tipo rentabilidade a 100%,mas há mais, pode dar uma hora de algum serviço ou saber, que gosta e lhe dá prazer e receber em troca uma hora dum serviço que não gosta ou não sabe! Desta forma não só faz render o seu Tempo, como o torna muito mais prazeroso! Um Banco de Tempo é um movimento que procura ajudar o desenvolvimento local, potenciando uma economia solidária. O Banco de Tempo está em Portugal há mais de 10 anos e cada agência é o reflexo dos seus membros, porque ser membro dum Banco de Tempo também é uma filosofia de vida. As pessoas que trocam serviços e saberes entre si, tendo como forma de pagamento “a moeda“ Tempo, dão mais valor a cada momento que vivem, porque o Tempo partilhado também é especial. Existem agências de Banco de Tempo do Norte ao Sul e nas Ilhas, com mais ou menos sucesso, uns mais generalistas, com público mais juvenil ou mais sénior e alguns temáticos. São nestes últimos que eu acredito mais, porque quando se junta um grupo de pessoas que têm algo em comum, os encontros são mais gratificantes e com melhores resultados. O sonho de promover a abertura da agência do Banco de Tempo do Oeste no concelho do Cadaval, focalizado no tema Ambiente, com objectivos que promovam uma nova atitude face à natureza e assente nos valores da permacultura, está na base deste desafio a todos os que se identifiquem com o Projecto. Vamos utopiar e lançar as Sementes da Mudança.