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quinta-feira, 7 de maio de 2015

Comércio Justo um dia não chega

Cada ano, no segundo sábado de maio, celebra-se o Dia Mundial do Comércio Justo,uma ocasião para dar visibilidade a esta alternativa através da organização de palestras e debates, da difusão de documentários, da realização de exposições, que trazem junto do grande público informações que permitem perceber melhor a injustiça no comércio internacional e o poder dos consumidores para mudar esta realidade.
Se durante muitos anos o Comércio Justo que se exprimia neste dia mundial só apoiava os produtores e produtoras nos países menos desenvolvidos, essencialmente na Ásia,África e América Latina, vimos aparecer mais recentemente novos discursos, novas práticas, outros atores, que defendem que a geografia das injustiças nas relações comerciais é mais complexa do que a separação entre países mais ricos e mais pobres, e que nos países desenvolvidos, também, os pequenos produtores estão cada vez mais marginalizados pelos atores dominantes da economia de mercado.
Uma exploração agrícola tradicional desaparece a cada 3 minutos na Europa, em beneficio da produção de grande escala e da agro-industria, anunciando a morte programada da agricultura camponesa e familiar, esta mesma que a Organização das Nações Unidas para a Alimentação reconhece como sendo a mais apta a alimentar o mundo de maneira saudável e equilibrada, a preservar o meio ambiente, os recursos e a biodiversidade e a estimular uma economia local ao serviço das pessoas e das comunidades rurais.
Este Comércio Justo com uma visão mais ampla e global, não circunscrito a uma estrita relação entre países ricos e pobres, assenta na defesa de uma ideia promovida pelos movimentos camponeses mundiais como a Via Campesina: a Soberania Alimentar, ou seja, o direito dos povos a escolherem livremente os seus sistemas de produção agrícola e alimentares, em beneficio das pessoas e do meio ambiente, em beneficio de um futuro sustentável e justo.
O que que podemos fazer para inverter esta terrível tendência que permite que 900 milhões de pessoas ainda sofram de fome, que estejamos tão perto de um desastre ambiental irreversível, que uma camponesa, seja no Sul ou no Norte do mundo, não possa viver dignamente do seu trabalho..? Podemos sentir-nos impotentes perante tal retrato, em grande parte porque a economia de mercado conseguiu fazer de nós meros consumidores passivos, em detrimento da nossa cidadania. A re-apropriação do nosso poder de compra pode, no entanto, contribuir para transformar esta realidade, se formos atentos às alternativas ao nosso alcance: circuitos curtos (os já famosos cabazes vendidos diretamente pelos produtores, por ex.), lojas ou restaurantes de produtos locais, lojas de Comércio Justo podem ser vias de intervenção através do nosso consumo. Mas é também importante não abdicar do nosso papel cidadão e, pela nossa participação, fazer de modo a que as políticas públicas possam consolidar estas alternativas. Para isso, é fundamental que nos mantenhamos informados, que percebamos o que está em jogo nas discussões políticas, a nível local, nacional, europeu...
E se começássemos por tentar entender o que é o Transatlantic Trade and Investment Partnership – TTIP, um acordo que está a ser negociado de maneira muito opaca e que pode seriamente hipotecar o nosso futuro coletivo?
4 de Maio 2015
CIDAC/Stéphane Laurent

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Reforçando outras Economias-Oficina na casa do Graal na Golegã


No âmbito do projecto “Banco de Tempo e Comércio Justo: Reforçando Outras Economias” ,foi realizada uma oficina de formação , em parceria CIDAC e Banco de Tempo,  nos dias  27  e 28 de Abril na Casa do Graal na Golegã.

Foram aprofundadas as temáticas do Comércio Justo e do Consumo Responsável e pensadas  estratégias para  a sensibilização dos membros do Banco de Tempo e suas comunidades, sobre estes temas .

Como no dia 9 de Maio,se comemora o Dia Mundial do Comércio Justo, foram  também  planeadas algumas iniciativas de Comemoração dessa data,  que se devem realizar durante o mês de maio, em diversas localidades do país.




quarta-feira, 8 de abril de 2015

Guia Prático de Ervas Comestíveis

Para quem não teve oportunidade de ir à Oficina de Ervas Comestíveis nem ao Lançamento do Guia Prático da autoria de Alexandra Azevedo,no passado dia 29/03 na Livraria Ler Devagar,pode adquirir este guia com informações preciosas e algumas receitas, directamente em www.loja.quercus.pt 





segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Reaproveitar Cascas de Laranja

A lista para reaproveitamento da casca de laranja é enorme,a começar por um saboroso e benéfico chá...,mas hoje venho partilhar apenas uma  receita

Cascas de laranja cristalizadas 
Ingredientes:
  • 2 dúzias e 1/2 de cascas sem a película branca;
  • 3 xícaras chá de açúcar;
  • 1 xícara e 1/2 de chá de água.
Preparação:



  • Colocar a água e o açúcar até ferver uma calda grossa em ponto de fio, sem mexer;
  • Colocar as cascas e ir mexendo;
  • Depois que espumar e a calda estiver grossa de novo tirar do fogo, jogar as cascas sobre um mármore frio e ficar mexendo com a espátula até cristalizar;
  • Deixar de um dia para o outro até ficar durinha 
  • Para os mais gulosos,pode polvilhar com açucar ou ainda envolver em chocolate derretido!
  •                                   

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Mercado Ecorural do Oeste-Cadaval

 
Destinado à venda direta de produtos agrícolas e artesanais


Está já em funcionamento no Cadaval, o “Mercado Ecorural do Oeste”, projeto de cooperação interterritorial, numa parceria da Leader Oeste com o Município do Cadaval e a Associação de Desenvolvimento da Região da Alta Estremadura. O Mercado Ecorural visa a dinamização da economia local, através da venda direta de produtos agrícolas e artesanais. 

O “Mercado Ecorural do Oeste – Cadaval” trata-se de um projeto, suportado pelo PRODER – Programa de Desenvolvimento Rural, que encara a produção agrícola em pequena escala como complemento à atividade económica, capaz de gerar não só rendimentos complementares como novas oportunidades de negócio.
Tem como objetivo disponibilizar um espaço aos pequenos artesãos e produtores agrícolas locais para venda de artigos e produções, dando, ao mesmo tempo, oportunidade à população de consumir produtos locais. Visa também permitir a venda direta (sem intermediários) de produtos agrícolas frescos e artigos de artesanato.
Regenerar, promover e animar o Mercado Municipal do Cadaval é outro dos diversos intuitos desta iniciativa.
O Mercado Ecorural consistirá num espaço de venda/animação composto por 17 bancas individuais, cozinha independente e um espaço envolvente comum de animação. A Leader Oeste é a promotora do projeto e legítima proprietária dos equipamentos, mas definirá uma entidade que fará a gestão e coordenação ao longo dos cinco anos de manutenção.